“Disse mais o Senhor: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que seja idônea.”
Gn 2.18
Um casamento que iniciou do zero. Enquanto muitos casais ganham presentes e outros tipos de ajuda para iniciarem a vida a dois, Marcelo e Beatriz não tiveram praticamente nada para começar. Ela, uma jovem que cresceu em um lar desestruturado; ele, um sonhador nascido em um lar cristão, mas que, na idade adulta, decidiu não mais seguir a Cristo. Como filho pródigo, avançou pelo mundo. Sofreu — o mundo o machucou. Foi nesse período da vida que Marcelo conheceu Maria Beatriz. Segundo a esposa, não havia perspectiva de felicidade.
Inicialmente foram morar juntos e tiveram uma filha, que consideram maravilhosa, o tesouro deles. Devido aos momentos difíceis que enfrentaram, voltaram-se para Cristo. Casaram-se, batizaram-se e se envolveram nos trabalhos em prol do Reino de Deus. Como protagonistas de eventos para casais, foi em um desses encontros que contaram o testemunho.
Marcelo relata que, em um dos momentos de maior dificuldade e tristeza, foi quando viu a mão de Deus trabalhar na vida deles. Segundo ele, Deus não coloca uma mulher ao lado do homem — ou vice-versa — por acaso; Deus une pessoas com propósito. Marcelo glorifica a Deus pela persistência de Beatriz em permanecer ao seu lado. Como marido, foi desleixado, descuidado quanto às questões familiares; ao prover as necessidades da família, não agia honestamente — era tudo às custas do crime, praticamente o roubo.
Por quatorze anos, Marcelo esteve à mercê do Estado, cumprindo pena em uma penitenciária gaúcha. Louva a Deus por sua esposa ter se mantido fiel, por não ter desistido dele. A filha cresceu nesse período em que ele esteve preso. A insistência dele no crime nunca teve aprovação da esposa: ela trabalhava para sustentar a filha enquanto ele cumpria pena; chegou até a vender água no semáforo.
Mas foi o pai — figura importante — quem seguidamente ia visitá-lo no presídio, levando a Palavra de Deus, falando de Jesus. Deus estendeu as mãos para Marcelo. Ele praticamente aceitou a Jesus ali. Como relatado acima, ele e a esposa decidiram seguir a Cristo. Diante do ultimato de Beatriz — “ou seguia a Jesus ou então não era nada” — foram essas palavras que impulsionaram uma vida abençoada com Cristo. Hoje, com mais dois filhos, uma vida próspera, um trabalho digno e na presença de Cristo, glorificam a Deus contando o que Ele fez na vida deles através de Jesus Cristo.